|
|
 |
|
 |
|
KAMBENE
- SEM NADA A PERDER
Lá
vai Ele, o herói, trançando as pernas em busca de
refúgio. Sua cabeça lateja e implode e seu mundo está
turvo e ele sente fome. Mal se agüenta de pé. Mas eu
tenho de sobreviver. Sentia o sinal da febre, a maldita
febre e suas hordas de devastação se apossando do meu
corpo. Doíam-me as articulações e meu corpo estava
cada vez mais pesado. Estava carregando um fardo, uma
tonelada de meus pecados desabando sobre mim mesmo. Mas
eu vou em frente, eu tenho de sobreviver, não há nada
que uma boa dose de conhaque não resolva.
|
|
Literatura
|
 |
Pedro Juan Gutiérrez
Das quebradas
de Havana para a boca de lixo
"Não me interessa o decorativo, nem o bonito,
nem o doce, nem o delicioso. A arte só serve
para alguma coisa se é irreverente, atormentada,
cheia de pesadelos e desespero. Só uma arte irritada,
indecente, violenta, grosseira, pode nos mostrar a outra
face do mundo, q que nunca vemos ou nunca queremos ver,
para evitar incômodos a nossa consciência"
Sexo, salsa e rum.
|
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
William
Burroughs
Junky
- drogado
"Junk
é uma necessidade biológica, quando se está dependente.
É uma boca invisível. Você se satisfaz com um pico
de junk, como se batesse um belo prato de comida.
Com Cocaína, porém, logo que o efeito do último pico
se dissipa, você já quer outro. Tendo C em casa, você
não sai mais pra ir ao cinema ou qualquer outra parte,
até que tenha dado conta do pó. Um pico cria um desejo
urgente pelo próximo, pra peteca não cair. Mas, no
que a cocaína abandona o seu organismo, você esquece
por completo dela. Cocaína não provoca dependência."
Burroughs e Geração Beat
|
|
|
 |
|
|
 |
|
|