subcultura.net - bem vindo

home  |  letras  |  galerias  |  inéditos  |  quadrinhos  |  bazar

[an error occurred while processing this directive]
LITERATURA
literatura
BRASIL


Cacaso

Chacal

Claudio Willer

Ferréz

Hilda Hilst

João Antônio

Luís Fulano de Tal

Paulo Leminski

Paulo Lins

Roberto Piva

Waly Salomão

GERAÇÃO BEAT
geração beat
MUNDO


Andrezej Zaniewski

Charles Bukowski

Dashiell Hammett

Edgar Allan Poe

Ernest Hemingway

Jack London

John Fante

Knut Hamsun

Mia Couto

Pedro Juan Gutiérrez

Ungulani Ba Ka Kossa

CHACAL

Poemas

Ricardo de Carvalho Duarte (1951), conhecido como Chacal, poeta e letrista brasileiro. Nos anos 70, publicou livros artesanais que eram distribuídos manualmente, recurso próprio da chamada "geração mimeógrafo". Sua poesia, de temática urbana, revela influências de Bandeira e Drummond e também da cultura pop, como a gíria carioca e as canções de rock. Chacal publicou os livros "Muito Prazer" (1971), "Preço da Passagem" (1972), "América" (1975), "Olhos Vermelhos" (1979), "Boca Roxa" (1979), "Drops de Abril" (1983) e "Comício de Tudo" (1986).

 

Ai de mim, aipim.

ai de mim, aipim.
ô inhame, a batata é uma puta barata.
deixa ela pro nabo nababo que baba de bobo.
transa uma com a cebola.
aquele hálito? que hábito! me faz chorar.
então procura uma cenoura.
coradinha, mas muito enrustida.
a abóbora tá aí mesmo.
como eu gosto de abóbora.
então namora uma.
falô. vou pegar meu gorrinho e sair poraí
pra procurar uma abóbora maneira
té mais, aimpim
té mais, inhame.

 

Ponto de bala

os mortos tecem considerações
os tortos cozem quietos
as crianças brincam
e bordam desconsiderações

 

Primeiro eu quero falar de amor

meu amor se esparrama na grama
Meu amor se esparrama na cama
meu amor se espreguiça
meu amor deita e rola no planeta.

 

20 anos recolhidos

chegou a hora de amar desesperadamente
apaixonadamente
descontroladamente
chegou a hora de mudar o estilo
de mudar o vestido
chegou atrasada como um trem atrasado
mas que chega

 

Papo de Índio

Veiu uns ômi di saia preta
cheiu di caixinha e pó branco
qui eles disserum qui chamava açucri
aí eles falarum e nós fechamu a cara
depois eles arrepitirum e nós fechamu o corpo
aí eles insistirum e nós comemu eles.


vocês repararam como o povo anda triste ?
é a cachaça que subiu de preço
a cachaça e outros gêneros de primeira
necessidade
cachaça a dois contos, ora veja,
veja a hora,
que horas são,
atenção
apontar:


FOGO!

 

Reclame

se o mundo não vai bem
a seus olhos, use lentes
... ou transforme o mundo.
ótica olho vivo
agradece a preferência

 

Na porta lá de casa

Na porta lá de casa
tem dizendo lar romi lar
uma bandeira de papel
na porta lá de casa
as crianças passam
e se atiram no chão
e se olham por dentro
das bocas das palavras
na falta de qualquer espelho
na porta lá de casa
passa o amor o calor
de cada um que passa
na porta lá de casa.

 

Prezado Cidadão

Colabore com a Lei
Colabore com a Light
mantenha luz própria.

 

Rápido e Rasteiro

Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.

 

Verão

Revoada
cabeleiras cambalache
andarilha
na trilha do sol.


 

TÓPICOS

Enviem textos
e outras referências
sobre este autor:
crítica literária,
resenhas,
imagens e etc.


email@subcultura.net

letras | galerias | inéditos | quadrinhos | bazar | anuncie | email direto


subcultura.net. 2000-2001. contato: email@subcultura.net