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Nasceu
em Andernach, Alemanha, filho de uma alemã e de um funcionário
norte-americano em missão durante a ocupação Americana da
Alemanha no fim da primeira guerra mundial. Foi com os pais
para a Estados Unidos da América com dois anos de idade.Publicou
mais de sessenta livros entre poesias, estórias curtas e
romances. Depois de criar Story e Portfolio passou dez anos
sem escrever nada. Chegou à enfermaria de indigentes do
Los Angeles Country General Hospital com uma grave crise
de hemorragia, resultado de dez anos de contínua embriaguez.
Há quem diga que não morreu. Ao receber alta, conseguiu
uma máquina de escrever e voltou ao trabalho - desta vez
poemas.
Mais
tarde dedicou-se outra vez à prosa, ganhando certa notoriedade
com a coluna Notas de um Velho Safado, publicada principalmente
pelo jornal alternativo Open City. Funcionário dos Correios
durante 14 anos, demitiu-se ao completar 50, para, segundo
ele, não acabar enlouquecendo. Depois disso, não procurou
mais emprego e "limitava-se a comer fitas de máquinas de
escrever". Comeu tanta finta de máquina de escrever que
logo depois publicou sua primeira novela, Post Office (Cartas
na Rua, ed. Brasiliense). Casado e divorciado uma vez, amasiado
em profusão, teve uma filha.
Suas
histórias de sacanagem imortal saíram sobretudo em publicações
da imprensa alternativa, entre as quais Open City e Nola
Express. Outras foram compradas por Evergreen,Review, Knight,
Pix, Berkeley Barb, Adam e Adam Reader.Em 1984, três de
seus livros estiveram, por algum tempo, na lista de Best
Sellers no Brasil.
Em
matéria de Bukowski, as opiniões continuam divididas. Parece
que não há meio termo. As pessoas adoram ou detestam o que
ele escreve. Histórias e façanhas de sua própria vida são
tão descabeladas e estranhas como as que brotam da sua imaginação.
Em certo sentido, Bukowski foi uma lenda, um doido,um recluso,
um conquistador...carinhoso, perverso...nunca igual.
Buk
não conseguiu concretizar "a grande trapaça" e a dona Morte
o fisgou em março de 1994 aos 74 anos. Nada mal, para um
cara que, antes dos 50, foi parar na emfermaria dos indigentes
com hemorragia interna provocada pelo abuso do álcool.
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Bukowski e amiga em carlton way, anos
70
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Bukowski
no Brasil
Cartas na rua, ed. Brasiliense, 1983
Misto quente, ed. Brasiliense, 1984
Mulheres, ed. Brasiliense, 1984
A Crônica do Amor Louco, L&PM, 1984
Fabulário geral do delírio cotidiano,
L&PM, 1984
Notas de um velho safado, L&PM, 1985 e
2000
Hollywood, L&PM, 1989
Pulp, L&PM, 1989
O capitão saiu para o almoço e os
marinheiros tomaram conta do navio, L&PM,
1999
Charles Bukowski - vida e loucuras de um velho
safado (biografia), de Howard Sounes, Conrad livros,
2000
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