| Wton Bastos |
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Episódios
da Casa do Politécnico Altas horas da madrugada, a garoa estreita batia firme quando aquele maluco surgiu no meu destino. É foda quando se é pego pelo simples detalhe.
Estava no ronco, quebrado ia levantar às cinco para dar aulas.
E bateram lá na porta. Abri.
Tinha um cara o quinto andar. Ouve esta história: Um dia a gente estava
preparando um rango quando este cara chegou, se ligou no movimento de
cozinha e disse que tinha uma contribuição. Puta que pariu, o cara trouxe
um bolo de carne cheio de bichinho isse que era só tirar o podre. O
cara ainda achou ruim quando demos um chega pra lá nele. E
o malandro já contava seu ultimo homicídio:
Chegando no quinto andar um cheiro ruim cortou o ar o malandro se curvou.
A porta abriu e um ar e putrefato cegou nossas narinas, era um fedor
desgraçado. Vi ums saquinhos de supermercado com comida dentro. O ladrão
falou assim: Email do autor:wbastos@subcultura.net |