MarcoPoeta

Crepúsculo

Não tenho mais aquelas pedras
acorrentadas em meus tornos
zelos.
Não tenho mais o peso,
a cruz.
Sou o X
do mapa,
nada
a mata.
Quem me mata não sabe viver,
Sou o sol que tece teus raios,
a tempestade
a noite
a tarde.
Tudo que ferve, arde.
Sou o dia.
Mas, na real
sou um tal
Homem no crepúsculo da poesia.

Nascido em Barra Mansa/RJ, MARCOPOETA vem experimentando a poesia pelas praças e bares a 16 anos. Tem três livros de poesia publicados no esquema, Liberdade (1984), POETANUESCURO (1991) e Imagen e semelhaça (1997). Mora em Visconde de Maúa.

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